RESSURREICÃO
O ser humano é uma unidade corpo-espírito chamada alma. No Gênesis se diz que "formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra (adamah), e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida (ruah), e o homem se tornou alma vivente (nephesh)" (2.7). Alma é o nome que se dá ao conjunto corpo mais espírito. Eugene Peterson esclarece que "o termo 'alma' é uma afirmação de inteireza, a totalidade daquilo que significa ser humano". Millard Erickson nos ensina que "no Novo Testamento aparece a terminologia de corpo/alma, mas ela não pode ser associada à idéia de existência encarnada e desencarnada. A Escritura parece retratar os homens como seres unitários. Raramente menciona-se a natureza espiritual deles independentemente ou à parte do corpo. Na concepção da unidade condicional nosso estado normal é um ser unitário materializado. Podemos pensar que cada ser humano é um composto unitário de um elemento material e outro, imaterial. O elemento espiritual e o físico nem sempre são distinguíveis, pois não há conflito entre a natureza material e a imaterial. O composto pode ser dissociado (como o cloreto e o sódio no composto sal): a dissociação ocorre na morte. Mas na ressurreição é formado um novo composto, com a parte imaterial voltando a ser inseparavelmente ligada ao corpo".
O teólogo Oscar Cullman também acredita assim: "o Novo Testamento reconhece a distinção entre corpo (homem exterior) e alma (homem interior), mas os dois são essencialmente complementares um ao outro. O homem interior não existe independentemente do exterior. A diferença com respeito à alma grega é evidente: a alma sobrevive sem o corpo e somente sem o corpo pode alcançar seu pleno desenvolvimento. Nada disso ocorre na Bíblia".
Os cristãos não cremos na imortalidade da alma: na morte, quando o corpo e o espírito se separam, a alma morre. O espírito desencarnado implica o ser humano em estado anormal e provisório, dormindo em Deus (Eclesiastes 12.7; 1Tessalonicenses 4.13-18) até que a alma (corpo + espírito) se levante na ressurreição, quando o corpo mortal e corruptível será revestido de imortalidade e incorruptibilidade (1Coríntios 15. 53,54). O grande desejo de Paulo, apóstolo, era receber o corpo da ressurreição antes, sem passar pela morte do seu corpo mortal, ser revestido de imortalidade e incorruptibilidade sem ter que passar pela morte, isto é, a separação entre seu corpo e seu espírito (2Coríntios 5.1-5).
Diz a máxima cristã que corpo sem espírito é defunto e espírito sem corpo é fantasma. O ser humano é uma unidade indivisível corpo/espírito. Não é defunto. Não é fantasma. Por esta razão a esperança da ressurreição é essencial à fé cristã: eu creio na ressurreição do corpo.
O teólogo Oscar Cullman também acredita assim: "o Novo Testamento reconhece a distinção entre corpo (homem exterior) e alma (homem interior), mas os dois são essencialmente complementares um ao outro. O homem interior não existe independentemente do exterior. A diferença com respeito à alma grega é evidente: a alma sobrevive sem o corpo e somente sem o corpo pode alcançar seu pleno desenvolvimento. Nada disso ocorre na Bíblia".
Os cristãos não cremos na imortalidade da alma: na morte, quando o corpo e o espírito se separam, a alma morre. O espírito desencarnado implica o ser humano em estado anormal e provisório, dormindo em Deus (Eclesiastes 12.7; 1Tessalonicenses 4.13-18) até que a alma (corpo + espírito) se levante na ressurreição, quando o corpo mortal e corruptível será revestido de imortalidade e incorruptibilidade (1Coríntios 15. 53,54). O grande desejo de Paulo, apóstolo, era receber o corpo da ressurreição antes, sem passar pela morte do seu corpo mortal, ser revestido de imortalidade e incorruptibilidade sem ter que passar pela morte, isto é, a separação entre seu corpo e seu espírito (2Coríntios 5.1-5).
Diz a máxima cristã que corpo sem espírito é defunto e espírito sem corpo é fantasma. O ser humano é uma unidade indivisível corpo/espírito. Não é defunto. Não é fantasma. Por esta razão a esperança da ressurreição é essencial à fé cristã: eu creio na ressurreição do corpo.
© 2008 Ed René Kivitz
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