A ESTRELA DE BELÉM
Que a estrela te oriente é uma referência à estrela de Belém, que brilhou no céu da Palestina guiando os Magos à cena da natividade no primeiro Natal. Os antigos sempre acreditaram que os deuses se comunicavam através das estrelas. Os babilônicos, inventores da astrologia (hoje considerada pseudo-ciência, que deu origem à moderna astronomia), estudavam os planetas e os fenômenos celestes em busca de mensagens divinas.
A estrela de Belém foi um destes fenômenos a chamar a atenção dos estudiosos - provavelmente estes chamados Reis Magos eram astrólogos babilônicos. Na verdade, até hoje os astrônomos, historiadores e cientistas pesquisam o que teria acontecido no céu de Belém. Consideram como data provável para o nascimento de Jesus os anos entre 8 e 1 a.C. - isso mesmo, Jesus nasceu antes de Cristo. As hipóteses científicas são diversas. Para que tenha sido visto desde outros países, como por exemplo a Babilônia, pode ter sido uma explosão de supernova ou mesmo um cometa. Mas os cometas eram símbolos de maus presságios, e não de boas novas, e no caso da supernova, seus vestígios existiriam até hoje. Outra explicação possível é uma chuva de meteoros ou um meteoro de órbita irregular. Mas meteoros são vistos por pouco tempo, e aquela estrela pairou nos céus sobre Belém. Os cientistas que olham os céus de 3 a.C. - isso é possível através de computadores que recriam a posição de planetas e estrelas em qualquer ponto do passado, dizem que uma conjunção planetária especialmente brilhante é a explicação mais plausível para a Estrela de Belém. Dizem os cientistas que no ano 3 a.C. ocorreram 9 conjunções planetárias, isto é, quando dois ou mais planetas "ocupam o mesmo lugar no céu": na verdade estão distantes, mas, vistos da Terra, parece que estão sobrepostos. No dia 12 de agosto, por exemplo, os planetas Vênus e Júpiter, da constelação de Leão, se alinharam. Os babilônicos chamavam Vênus de Ishtar, a deusa da fertilidade, e Júpiter de planeta-rei: o casamento celeste deu origem ao menino-deus.
Não se pode afirmar com certeza que este foi o fenômeno identificado como a estrela de Belém. Muitos cristãos, inclusive, acreditam que Deus fez surgir uma estrela no céu, estacionou a estrela sobre a estrebaria em Belém e depois fez a estrela desaparecer para sempre. Nada contra. Mas é interessante perceber que as culturas não cristãs identificam fenômenos muito semelhantes aos descritos pela tradição judaico-cristã (o dilúvio, por exemplo), e até mesmo a ciência encontra explicações e aventa possibilidades para comprovar a existência de fenômenos e eventos históricos narrados nas páginas da Bíblia Sagrada.
Fico a me perguntar por que razão os cientistas se ocupam com os eventos e fenômenos bíblicos. Alguns certamente desejam encontrar explicações científicas visando transformar a fé em mera superstição. Outros acreditam que, comprovando cientificamente a realidade e historicidade dos eventos e fenômenos narrados na Bíblia, oferecerão melhor fundamento para a fé. Pessoalmente considero as duas posturas inadequadas. A ciência, no máximo, comprovará a existência de Jesus de Nazaré. Somente a fé acolhe Jesus de Nazaré como Deus encarnado, Deus em forma humana, o Cristo, Filho de Deus. Os poderosos espelhos dos telescópios podem guiar à estrela de Belém. A questão, porém, não está em ser guiado à estrela de Belém, mas ser guiado pela estrela de Belém. Não importa o que a ciência descubra a respeito da estrela. Importa o que Deus pretendeu revelar com aquela estrela no céu. Não importa tanto o que estava acontecendo no céu de Belém, mas o que começou a acontecer na terra, desde aquele primeiro Natal. Não importa a estrela. O que importa é Jesus.
Baseado em A estrela de Belém, de Marcelo Gleiser, professor de física teórica do Dartmouth College, (EUA). Revista Galileu - Dezembro 2007.
A estrela de Belém foi um destes fenômenos a chamar a atenção dos estudiosos - provavelmente estes chamados Reis Magos eram astrólogos babilônicos. Na verdade, até hoje os astrônomos, historiadores e cientistas pesquisam o que teria acontecido no céu de Belém. Consideram como data provável para o nascimento de Jesus os anos entre 8 e 1 a.C. - isso mesmo, Jesus nasceu antes de Cristo. As hipóteses científicas são diversas. Para que tenha sido visto desde outros países, como por exemplo a Babilônia, pode ter sido uma explosão de supernova ou mesmo um cometa. Mas os cometas eram símbolos de maus presságios, e não de boas novas, e no caso da supernova, seus vestígios existiriam até hoje. Outra explicação possível é uma chuva de meteoros ou um meteoro de órbita irregular. Mas meteoros são vistos por pouco tempo, e aquela estrela pairou nos céus sobre Belém. Os cientistas que olham os céus de 3 a.C. - isso é possível através de computadores que recriam a posição de planetas e estrelas em qualquer ponto do passado, dizem que uma conjunção planetária especialmente brilhante é a explicação mais plausível para a Estrela de Belém. Dizem os cientistas que no ano 3 a.C. ocorreram 9 conjunções planetárias, isto é, quando dois ou mais planetas "ocupam o mesmo lugar no céu": na verdade estão distantes, mas, vistos da Terra, parece que estão sobrepostos. No dia 12 de agosto, por exemplo, os planetas Vênus e Júpiter, da constelação de Leão, se alinharam. Os babilônicos chamavam Vênus de Ishtar, a deusa da fertilidade, e Júpiter de planeta-rei: o casamento celeste deu origem ao menino-deus.
Não se pode afirmar com certeza que este foi o fenômeno identificado como a estrela de Belém. Muitos cristãos, inclusive, acreditam que Deus fez surgir uma estrela no céu, estacionou a estrela sobre a estrebaria em Belém e depois fez a estrela desaparecer para sempre. Nada contra. Mas é interessante perceber que as culturas não cristãs identificam fenômenos muito semelhantes aos descritos pela tradição judaico-cristã (o dilúvio, por exemplo), e até mesmo a ciência encontra explicações e aventa possibilidades para comprovar a existência de fenômenos e eventos históricos narrados nas páginas da Bíblia Sagrada.
Fico a me perguntar por que razão os cientistas se ocupam com os eventos e fenômenos bíblicos. Alguns certamente desejam encontrar explicações científicas visando transformar a fé em mera superstição. Outros acreditam que, comprovando cientificamente a realidade e historicidade dos eventos e fenômenos narrados na Bíblia, oferecerão melhor fundamento para a fé. Pessoalmente considero as duas posturas inadequadas. A ciência, no máximo, comprovará a existência de Jesus de Nazaré. Somente a fé acolhe Jesus de Nazaré como Deus encarnado, Deus em forma humana, o Cristo, Filho de Deus. Os poderosos espelhos dos telescópios podem guiar à estrela de Belém. A questão, porém, não está em ser guiado à estrela de Belém, mas ser guiado pela estrela de Belém. Não importa o que a ciência descubra a respeito da estrela. Importa o que Deus pretendeu revelar com aquela estrela no céu. Não importa tanto o que estava acontecendo no céu de Belém, mas o que começou a acontecer na terra, desde aquele primeiro Natal. Não importa a estrela. O que importa é Jesus.
Baseado em A estrela de Belém, de Marcelo Gleiser, professor de física teórica do Dartmouth College, (EUA). Revista Galileu - Dezembro 2007.
© 2007 Ed René Kivitz
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