As parábolas de Jesus
"A vocês foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino de Deus, mas aos outros falo por parábolas, para que "'vendo, não vejam; e ouvindo, não entendam'." [Lucas 8.10]
Há pelo menos três boas razões para que Jesus falasse por parábolas. A primeira é a eterna economia de Deus para a redenção de toda a criação. As razões de Deus para se esconder e se revelar sempre têm a ver com a história da redenção: a formação e educação de um povo, o advento do Messias, a vida e obra do Messias em relação ao seu povo (Israel) e aos demais povos (gentios) e o momento certo de revelar seus mistérios (Isaías 6.9,10; Efésios 1.7-11; Gálatas 4.4,5; Colossenses 1.26,27). A segunda razão para Jesus falar por parábolas é deixar claro que os mistérios de Deus não são alcançados pela razão humana, mas recebidos como dádivas por aqueles que recebem de Deus mesmo a revelação (Mateus 16.15-17; João 6.44; 16.7-11). Finalmente, Jesus falava por parábolas por uma questão de método. E há também duas razões para que Deus tenha escolhido as parábolas como método.
As parábolas são o método de Jesus porque não é possível falar de Deus - o Ser-em-si, o Eu Sou - e seus mistérios, senão em termos de comparações, metáforas, sinais, imagens e aproximações. Deus se apresenta a Moisés como o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó (Êxodo 3.6) e com isso que dizer que tudo quanto Moisés pode apreender de Deus é o que consegue observar através de seus relacionamentos e comportamentos visíveis. Jesus usa sempre expressões como "a que compararei o reino de Deus..." (Lucas 13.18; ver também Mateus 13.24-52), sugerindo que o reino de Deus não é passível de definição, como, aliás, todos os mistérios de Deus, incluindo o próprio Deus. Toda definição implica limitação. O e-Eterno não pode ser diminuído e limitado e, portanto, o e-Eterno não pode ser definido.
A segunda razão para Jesus escolher as parábolas como método é que somente assim as pessoas apreendem os mistérios de Deus e do seu reino. Deus fala quando as pessoas estão prontas para ouvir (Marcos 4.9; 4.23; 7.16). Deus se revela quando as pessoas estão prontas para vê-lo. Antes de falar ou se revelar, Deus captura a atenção e seduz o coração. As parábolas exigem reflexão, meditação, introspecção. Pessoas desinteressadas e displicentes não percebem as manifestações de Deus. Moisés "se aproximou para observar de perto" antes de Deus falar (Êxodo 3.4), enquanto Israel não foi capaz de dar atenção a Deus, de modo que pudesse ouvir sua voz e contemplar a sua face (Isaías 42.20).
Neste ano de 2007 estudaremos as parábolas de Jesus. Esperaremos pelas manifestações do Deus mistério e dos mistérios de Deus. Enquanto estudamos as parábolas, clamamos de todo o coração que Deus nos mostre sua face e nos permita ouvir sua voz. Enquanto aplicamos nosso coração às parábolas de Jesus, clamamos a Deus que nos revele o Jesus das parábolas.
Há pelo menos três boas razões para que Jesus falasse por parábolas. A primeira é a eterna economia de Deus para a redenção de toda a criação. As razões de Deus para se esconder e se revelar sempre têm a ver com a história da redenção: a formação e educação de um povo, o advento do Messias, a vida e obra do Messias em relação ao seu povo (Israel) e aos demais povos (gentios) e o momento certo de revelar seus mistérios (Isaías 6.9,10; Efésios 1.7-11; Gálatas 4.4,5; Colossenses 1.26,27). A segunda razão para Jesus falar por parábolas é deixar claro que os mistérios de Deus não são alcançados pela razão humana, mas recebidos como dádivas por aqueles que recebem de Deus mesmo a revelação (Mateus 16.15-17; João 6.44; 16.7-11). Finalmente, Jesus falava por parábolas por uma questão de método. E há também duas razões para que Deus tenha escolhido as parábolas como método.
As parábolas são o método de Jesus porque não é possível falar de Deus - o Ser-em-si, o Eu Sou - e seus mistérios, senão em termos de comparações, metáforas, sinais, imagens e aproximações. Deus se apresenta a Moisés como o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó (Êxodo 3.6) e com isso que dizer que tudo quanto Moisés pode apreender de Deus é o que consegue observar através de seus relacionamentos e comportamentos visíveis. Jesus usa sempre expressões como "a que compararei o reino de Deus..." (Lucas 13.18; ver também Mateus 13.24-52), sugerindo que o reino de Deus não é passível de definição, como, aliás, todos os mistérios de Deus, incluindo o próprio Deus. Toda definição implica limitação. O e-Eterno não pode ser diminuído e limitado e, portanto, o e-Eterno não pode ser definido.
A segunda razão para Jesus escolher as parábolas como método é que somente assim as pessoas apreendem os mistérios de Deus e do seu reino. Deus fala quando as pessoas estão prontas para ouvir (Marcos 4.9; 4.23; 7.16). Deus se revela quando as pessoas estão prontas para vê-lo. Antes de falar ou se revelar, Deus captura a atenção e seduz o coração. As parábolas exigem reflexão, meditação, introspecção. Pessoas desinteressadas e displicentes não percebem as manifestações de Deus. Moisés "se aproximou para observar de perto" antes de Deus falar (Êxodo 3.4), enquanto Israel não foi capaz de dar atenção a Deus, de modo que pudesse ouvir sua voz e contemplar a sua face (Isaías 42.20).
Neste ano de 2007 estudaremos as parábolas de Jesus. Esperaremos pelas manifestações do Deus mistério e dos mistérios de Deus. Enquanto estudamos as parábolas, clamamos de todo o coração que Deus nos mostre sua face e nos permita ouvir sua voz. Enquanto aplicamos nosso coração às parábolas de Jesus, clamamos a Deus que nos revele o Jesus das parábolas.
© 2007 Ed René Kivitz
Voltar

