Cristão é quem faz
A carta de Tiago, irmão de Jesus, foi alvo de grande controvérsia por ocasião da Reforma Protestante. Martinho Lutero não queria que a carta constasse da Bíblia, pois acreditava que Tiago ensinava a salvação pelas obras e entrava em contradição com o apóstolo Paulo, que ensinava a salvação pela graça mediante a fé. Tiago é bem enfático: "uma pessoa é justificada por obras, e não por fé somente" (2.24). Lutero dizia: cristão é quem crê. Tiago dizia: cristão é quem faz. Desde então, há quem acredite que a carta de Tiago estabelece o conflito entre fé e obras.
Mas não é bem assim. Na verdade, Tiago está fazendo um contraste, não entre a fé e as obras, mas entre a fé viva e a fé morta, e seu argumento é muito claro e convincente: "a fé, se não tiver obras, é morta" (2.17). Nesse caso, Tiago concorda com o apóstolo Paulo, que ensinou que, para Deus, a fé que tem valor é aquela que "atua pelo amor" (Gálatas 5.6). Em outras palavras, a fé viva é conseqüente, isto é, havendo fé viva, necessariamente haverá obras.
A controvérsia envolvendo Martinho Lutero pode ser considerada também uma intriga proposital de quem gosta de promover debates, pois mesmo Lutero concordava tanto com Tiago quanto com Paulo, pois afirmou que "é certo que ninguém será salvo pelas obras, mas é igualmente certo que ninguém será salvo sem elas". Claro como o sol do meio dia. As obras não são causa da salvação; a salvação é fruto da graça de Deus apropriada pela fé, que por sua vez resulta em obras. Amém.
A questão é que Lutero estava no meio de um conflito sério com o Catolicismo Romano e o escândalo das indulgências, que em última instância implicava a noção de que uma pessoa podia comprar ou fazer por merecer sua salvação, fazendo nula a graça de Deus, que afirmava ser a salvação uma dádiva divina, independentemente de qualquer mérito humano. Naquela época, portanto, era justificável que Lutero se estranhasse com Tiago, pois temia que suas palavras pudessem dar argumento aos que tinham uma visão meritória da salvação.
Mas hoje a coisa mudou. A graça de Deus está tão banalizada e a fé em Cristo tão esvaziada de suas conseqüências, que devemos dar o microfone a Tiago e amplificar sua voz. Por isso é urgente que se diga que a salvação é por fé, mas é ainda mais urgente dizer que a salvação é por obras, pois não há qualquer razão para que acreditemos em quem diz que tem fé, mas não tem obras, ou tem obras que contrariam a fé no Cristo e o Cristo da fé.
Mas não é bem assim. Na verdade, Tiago está fazendo um contraste, não entre a fé e as obras, mas entre a fé viva e a fé morta, e seu argumento é muito claro e convincente: "a fé, se não tiver obras, é morta" (2.17). Nesse caso, Tiago concorda com o apóstolo Paulo, que ensinou que, para Deus, a fé que tem valor é aquela que "atua pelo amor" (Gálatas 5.6). Em outras palavras, a fé viva é conseqüente, isto é, havendo fé viva, necessariamente haverá obras.
A controvérsia envolvendo Martinho Lutero pode ser considerada também uma intriga proposital de quem gosta de promover debates, pois mesmo Lutero concordava tanto com Tiago quanto com Paulo, pois afirmou que "é certo que ninguém será salvo pelas obras, mas é igualmente certo que ninguém será salvo sem elas". Claro como o sol do meio dia. As obras não são causa da salvação; a salvação é fruto da graça de Deus apropriada pela fé, que por sua vez resulta em obras. Amém.
A questão é que Lutero estava no meio de um conflito sério com o Catolicismo Romano e o escândalo das indulgências, que em última instância implicava a noção de que uma pessoa podia comprar ou fazer por merecer sua salvação, fazendo nula a graça de Deus, que afirmava ser a salvação uma dádiva divina, independentemente de qualquer mérito humano. Naquela época, portanto, era justificável que Lutero se estranhasse com Tiago, pois temia que suas palavras pudessem dar argumento aos que tinham uma visão meritória da salvação.
Mas hoje a coisa mudou. A graça de Deus está tão banalizada e a fé em Cristo tão esvaziada de suas conseqüências, que devemos dar o microfone a Tiago e amplificar sua voz. Por isso é urgente que se diga que a salvação é por fé, mas é ainda mais urgente dizer que a salvação é por obras, pois não há qualquer razão para que acreditemos em quem diz que tem fé, mas não tem obras, ou tem obras que contrariam a fé no Cristo e o Cristo da fé.
© 2006 Ed René Kivitz
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