Luanda, 26 de novembro de 2010
Prezado companheiro no repartir do pão!
De Cabinda a Cunene, do Mar ao Leste!
É assim que este país se descreve: Cabinda é a província mais ao norte, Cunene é a província mais ao sul. O Mar, o oceano Atlântico, faz a fronteira a oeste. Este mês fomos pela primeira vez bem para o Leste. Andamos 1.000 km de Luanda até Saurimo, capital da província da Lunda Norte, em 13 horas. A estrada é toda asfaltada, se bem que bastante estreita e, em alguns lugares, passando por meio de aldeias. De Saurimo até a fronteira com o Congo o asfalto também já está pronto, de modo que agora já se pode atravessar o país de leste a oeste em estradas boas. Decidimos aproveitar a abertura de um curso da Convenção Baptista – três meses em tempo integral para líderes da região – para levar bíblias para o Leste. Agora já conhecemos 17 das 18 províncias. A 18ª visitaremos agora em dezembro. (Na foto acima, Hans está pregando com tradução para o tchokwe; abaixo, o rio Kwanza.)
O caminho de volta fizemos via Moxico e Bié, duas províncias ao sul da rota de ida. Entre as duas capitais, Luena e Kuíto, são 420 km de terra (areião e lama, agora na época da chuva, onde só se passa com tração 4x4), que deveríamos fazer em 12 horas, mas fizemos em 15 – pouco antes de chegar, sentimos que a roda dianteira esquerda estava se soltando. Quando fomos ver, um dos seis parafusos já tinha quebrado, e os outros estavam soltos! Os últimos 50 km andamos bem devagar, apertando as porcas a cada 100 m, pois os parafusos estavam espanados. Mais dois quebraram no caminho, e o quarto ao tirar a roda na oficina, restando só dois. Algo muito grave poderia ter acontecido, mas Deus nos preservou.
Na cidade de Kuíto fomos visitar uma xará – uma missionária católica que está há 25 anos em Angola e tem exatamente o mesmo nome. Algumas vezes recebemos informativos que não faziam sentido, e agora está tudo esclarecido.
Estamos em Angola há oito anos, e há um bom tempo estamos nos sentindo cansados, necessitados de um tempo de repouso e restauração. Agora estamos entendendo da parte de Deus que está na hora de pararmos. A mudança para Lobito, um ano atrás, foi um teste, e a equipe, liderada pela Lídia, deu conta do recado muito bem; nós fazíamos apenas visitas esporádicas a Luanda, e usamos o tempo para ampliar a distribuição no interior. O projeto, portanto, está andando sem nós, e podemos tirar um tempo para recuperar as forças espirituais, emocionais e físicas.
Estamos procurando um lugar onde possamos passar um semestre para tomar fôlego, e também fazer uma reciclagem. Ore por definição, temos duas opções. E ore por nosso sustento, que precisa continuar ou talvez até aumentar, se formos pagar pelos estudos. Se você quiser investir em nossa vida especificamente nesse aspecto, é bem-vindo! O número da conta bancária está no pé da página.
Não conseguimos reformar toda a casa – faltou trocar o piso e pintar. Mas fizemos um último esforço, que não podíamos adiar: a troca da instalação elétrica. Depois que o chuveiro derreteu um fio, vimos que a situação era mesmo de perigo. Se você se sente motivado a ajudar a cobrir a despesa, não se constranja! A conta para depósito, já sabe.
Preservação em vários ataques espirituais que temos sentido.
A carga para o Natal está no porto! Ore para que não haja demora na alfândega, e por eficiência dos bancos para podermos transferir os pagamentos. Estamos há mais de um mês sem conseguirmos fazer transferências.
Nosso filho Samuel teve de fazer uma terceira cirurgia corretiva no ombro. Ore para que a recuperação seja rápida e completa, e ele consiga jogar com força e eficiência como dantes. Ele está no Cruzeiro, jogando a superliga.
Estamos juntos.
Ursula e Hans Udo Fuchs