Troque o how to pelo to be III
A igreja possui duas dimensões: divina e humana, que podem ser descritas respectivamente como organismo e organização, corpo de Cristo e instituição religiosa.
A instituição religiosa é uma personalidade jurídica que tem responsabilidades legais, encargos sociais, e deve administrar seu patrimônio físico e material de acordo com a legislação que possibilita a vida em sociedade. Já a comunidade cristã existe independentemente desta personalidade jurídica e está livre de todas as atribuições e embaraços próprios da instituição. A comunidade cristã não precisa dar atenção à legislação trabalhista, contratar funcionários, nem definir planos de carreira. Na comunidade cristã, todos são ao mesmo tempo servos e servidos, a remuneração dos ministros é oferta voluntária das comunidades e nenhum apóstolo teve plano de saúde e vales transporte e refeição. Estas coisas são próprias da relação de trabalho com uma instituição religiosa, e não da relação de ministério e vocação no corpo de Cristo.
A própria relação que o público tem com a igreja é confusa. Alguns acreditam participar da comunidade cristã, e são servos comprometidos com as pessoas com quem se compreendem um só corpo em Cristo Jesus. Outros agem como se fossem clientes ou usuários de uma instituição religiosa a quem pagam (há quem chame isso de dízimo) para que possam usufruir dos serviços que lhes são prestados.
Estas demandas trabalhistas e gerenciais e tais relações prestadores de serviços - clientes, são o ônus da maneira como as comunidades cristãs decidiram (ou precisaram) se estruturar, a saber, organizando instituições religiosas.
Por estas e outras razões, acredito que a Equipe Ministerial existe para cuidar da dimensão humana: a organização, isto é, a instituição religiosa. A Equipe Ministerial está encaixada numa estrutura funcional, subordinada a uma hierarquia institucional, e é responsável por desenvolver os programas ministeriais [atividades e projetos] à luz de um planejamento que implica diretrizes, estratégias, orçamento, agenda, e um processo de gestão de recursos humanos, físicos e materiais.
Mas, o que isso tem a ver com "how to" e "to be"? Explico. A razão de ser de uma igreja é o "to be". Não interessa que esta igreja é uma instituição, além de ser uma comunidade, ou uma organização, além de ser um organismo espiritual. O fato é que a instituição e a organização devem estar a serviço da finalidade da comunidade e do organismo. Nesse caso, deve se ocupar com o ser como Cristo e deve se desenvolver e funcionar tendo como fundamento a dimensão divina-carismática. Por outro lado, justamente porque é uma instituição e uma organização, deve ser criteriosa em zelar pela dimensão humana-profissional do processo.
Quem deseja se ver livre das obrigações, ônus e inevitáveis atribuições e responsabilidades institucionais deve procurar emprego em algum lugar e participar da comunidade cristã na categoria de voluntário, servindo apenas à luz de seus dons e vocação. Quem está comprometido formalmente com a instituição religiosa tem um job description e um contrato de trabalho que deve ser honrado. Em outras palavras, a Equipe Ministerial vive em razão do "to be", mas existe mesmo por causa do "how to".
A instituição religiosa é uma personalidade jurídica que tem responsabilidades legais, encargos sociais, e deve administrar seu patrimônio físico e material de acordo com a legislação que possibilita a vida em sociedade. Já a comunidade cristã existe independentemente desta personalidade jurídica e está livre de todas as atribuições e embaraços próprios da instituição. A comunidade cristã não precisa dar atenção à legislação trabalhista, contratar funcionários, nem definir planos de carreira. Na comunidade cristã, todos são ao mesmo tempo servos e servidos, a remuneração dos ministros é oferta voluntária das comunidades e nenhum apóstolo teve plano de saúde e vales transporte e refeição. Estas coisas são próprias da relação de trabalho com uma instituição religiosa, e não da relação de ministério e vocação no corpo de Cristo.
A própria relação que o público tem com a igreja é confusa. Alguns acreditam participar da comunidade cristã, e são servos comprometidos com as pessoas com quem se compreendem um só corpo em Cristo Jesus. Outros agem como se fossem clientes ou usuários de uma instituição religiosa a quem pagam (há quem chame isso de dízimo) para que possam usufruir dos serviços que lhes são prestados.
Estas demandas trabalhistas e gerenciais e tais relações prestadores de serviços - clientes, são o ônus da maneira como as comunidades cristãs decidiram (ou precisaram) se estruturar, a saber, organizando instituições religiosas.
Por estas e outras razões, acredito que a Equipe Ministerial existe para cuidar da dimensão humana: a organização, isto é, a instituição religiosa. A Equipe Ministerial está encaixada numa estrutura funcional, subordinada a uma hierarquia institucional, e é responsável por desenvolver os programas ministeriais [atividades e projetos] à luz de um planejamento que implica diretrizes, estratégias, orçamento, agenda, e um processo de gestão de recursos humanos, físicos e materiais.
Mas, o que isso tem a ver com "how to" e "to be"? Explico. A razão de ser de uma igreja é o "to be". Não interessa que esta igreja é uma instituição, além de ser uma comunidade, ou uma organização, além de ser um organismo espiritual. O fato é que a instituição e a organização devem estar a serviço da finalidade da comunidade e do organismo. Nesse caso, deve se ocupar com o ser como Cristo e deve se desenvolver e funcionar tendo como fundamento a dimensão divina-carismática. Por outro lado, justamente porque é uma instituição e uma organização, deve ser criteriosa em zelar pela dimensão humana-profissional do processo.
Quem deseja se ver livre das obrigações, ônus e inevitáveis atribuições e responsabilidades institucionais deve procurar emprego em algum lugar e participar da comunidade cristã na categoria de voluntário, servindo apenas à luz de seus dons e vocação. Quem está comprometido formalmente com a instituição religiosa tem um job description e um contrato de trabalho que deve ser honrado. Em outras palavras, a Equipe Ministerial vive em razão do "to be", mas existe mesmo por causa do "how to".
© 2005 Ed René Kivitz
Voltar
